Bem, primeiro devo parabenizar o Ebola pelo vídeo postado em "Mudando Paradigmas". Original,
inteligente, útil e "libertário". O nosso Blog precisa de mais
postagens deste tipo; não só 'deste' tipo, é claro. Mas muito do que esta sendo
postado ultimamente é lixo, como bem colocou um (a) visitante do blog dias
atrás. Agora, caso a pessoa tenha idéias autênticas, originais, e as acha
importante o suficiente para não ficarem somente para ele, então as poste e
vamos debatê-las! Criar um espaço para a “sã discussão” era nossa meta. Vamos mudar a meta?! Vamos deixar o blog
virar um lixão?
Voltemos ao foco da questão. Os rumos do ensino e da educação estão sendo discutidos há décadas. Quem faz a diferença são os que estão na linha de frente, os professores. Edgar Morin, discute a re-ligação das disciplinas faz vinte anos. Philippe Perrenoud clama por mais autonomia aos professores há muito tempo. Jean Piaget e Maurice Merleau-Ponty também. No Brasil temos Paulo Freire como proeminente neste tema, e muitos outros "atentos" educadores. Mas a realidade “geral” entre os contextos culturais das sociedades democrático-liberais não estão assim tão distantes umas das outras, e nem da nossa. Países capitalistas, pluripartidários, heterogêneos etnicamente e religiosamente. Industrializados ou em industrialização acelerada. Mídias de massa. Migrantes e imigrantes aos milhões. Economia de mercado/consumo e tudo o que isto implica. O trabalho e o ensino voltados para este mercado.
Ok. Quem, dentre os professores, não conhece as novas competências propostas por Perrenoud:
Voltemos ao foco da questão. Os rumos do ensino e da educação estão sendo discutidos há décadas. Quem faz a diferença são os que estão na linha de frente, os professores. Edgar Morin, discute a re-ligação das disciplinas faz vinte anos. Philippe Perrenoud clama por mais autonomia aos professores há muito tempo. Jean Piaget e Maurice Merleau-Ponty também. No Brasil temos Paulo Freire como proeminente neste tema, e muitos outros "atentos" educadores. Mas a realidade “geral” entre os contextos culturais das sociedades democrático-liberais não estão assim tão distantes umas das outras, e nem da nossa. Países capitalistas, pluripartidários, heterogêneos etnicamente e religiosamente. Industrializados ou em industrialização acelerada. Mídias de massa. Migrantes e imigrantes aos milhões. Economia de mercado/consumo e tudo o que isto implica. O trabalho e o ensino voltados para este mercado.
Ok. Quem, dentre os professores, não conhece as novas competências propostas por Perrenoud:
1-Organizar e dirigir situações
de aprendizagem.
2-Administrar a progressão das
aprendizagens.
3-Conceber e fazer evoluir os ‘dispositivos
de diferenciação’.
4-Envolver os alunos em suas
aprendizagens e em seu trabalho.
5-Trabalhar em equipe.
6-participar da administração da
escola.
7-Informar e envolver os pais.
8-Utilizar novas tecnologias.
9-Enfrentar os deveres e dilemas
éticos da profissão.
10-Administrar sua própria
formação contínua.
E quem dentre os
professores não conhece os famosos “Sete saberes necessários à Educação do Futuro”,
de Edgar Morin:
1-Ensinar sobre as cegueiras do
conhecimento: o erro e a ilusão.
2-Ensinar sobre os princípios do
conhecimento pertinente.
3- Ensinar a Condição Humana.
4-Ensinar a Identidade Terrena.
5-Ensinar a enfrentar as
Incertezas.
6- Ensinar a Compreensão.
7-Ensinar a Ética do Gênero Humano.
Sem minimizar a importância
do vídeo e de seu autor, gostaria de enfatizar que a mesma discussão
desenvolvida ali já tem decênios de ‘vida própria’. Os professores formados em nossa
geração, e os que se preocuparam com as reciclagens e formação contínua, sabem
que o modelo ‘tradicional’ esta fadado ao fracasso. Cada micro-realidade tem
suas micro-variâncias, assim como cada região climática possui seus
micro-climas. O professor deve ‘perceber’ essas variâncias e adaptar seu método
à sua realidade. Os que pretendem continuar no ofício devem estar comprometidos
com os novos saberes e competências. Poucos caminhos alternativos a este existem
hoje. A questão não diz respeito somente ao Capitalismo, ao Industrialismo ou ao Socialismo como
os grandes paradigmas. O ambientalismo, o futuro da democracia, a globalização,
o hiper-intercâmbio virtual, a Natureza, os usos e fins da ciência e da tecnologia, a
expansão demográfica da população e o futuro sustentável da nossa espécie e de
nosso planeta são questões pertinentes hoje, e desde já algum tempo... E o serão ainda mais daqui para frente. A
luta capitalismo versus comunismo já rendeu os seus malditos
frutos: os mega-mortíferos arsenais atômicos. Deixaremos para as próximas
gerações um legado sombrio o bastante: administrar estes arsenais e
desmantelá-los sem causar a catástrofe nuclear; administrar a escassez de
combustíveis; administrar a degradação ambiental, a violência social generalizada, as drogas psicoativas, o trânsito caótico, a poluição atmosférica e a
extinção das espécies... , inclusive da nossa.
Não vejo razões
para que nada se comemore. O episódico século XX foi lamentável e vergonhoso para
o chamado “Homo Sapiens” (Homo Demens, como diz Morin!).
Deixaremos aos nossos filhos um mundo a beira, às vésperas da destruição. Cobranças e avaliações sobre eles e seus desempenhos “escolares” não nos cabe
mais por direito, perdemos mesmo a autoridade, e não só como professores... Temos sim é que oferecer oportunidade para que se tornem indivíduos
cívicos melhores do que somos e melhores do que fomos. Deixaremos sobre eles
uma carga quase insuportável. Não devemos, pois, nos dar “ares” de “sabichões”,
de “autoridades”, de “ajuizados” e de “patriarcas”. Não somos nem temos nada
disso a oferecer-lhes. Colocamos as próximas gerações no “fogo”, por pura intolerância,
mesquinharia, orgulho e insensatez. Vamos torcer para que se tornem seres, em
geral, melhores do que fomos. Se acabarem por tornarem-se iguais a nós, o que é possível, o mundo continuará
em contagem regressiva para o apocalipse...
Dud's Tozinsky Capivarovsky Sinatra.
Dud's Tozinsky Capivarovsky Sinatra.