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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Epitáfio em homenagem ao Srº Lélio:

“Requiem aeternam dona ies, Domine, et lux perpetua luceat eis. Te decet hymnus, Deus, in Sion, et tibi reddetur votum in Jerusalem. Exaudi orationem meam, ad te omnis caro veniet. Requiem aeternum dona ies, Domine, et lux perpetua luceat eis". "Suscipe me secundum eloqvavn tvvm et vivam”. “Difficillimum est justum dolorem temperate”. (É muito difícil moderar uma dor justa; Ulpiano)
Como sabem os amigos do Banquinho do Xadrez, o venerável Srº Lélio veio a falecer já há algum tempo. “Seu” Lélio era muito querido no pântano das capivaras em virtude de sua gentileza, paciência, sabedoria, humildade e generosidade; além de ser um talentoso, combativo e terrível adversário no tabuleiro. Como prova de seu apreço pela instituição do Banquinho do Xadrez, Srº Lélio demonstrou sua bondade nos legando, via testamento, parte de seu acervo enxadrístico. Em relação a este pequeno acervo, ficou decidido, em discussão envolvendo Celso Kindervox, Japa “Loco” Massumoto, Maurício Karamazov Tussígeno, Zaparolli e Dúdis Tozinsky Cobain, que o material, de altíssimo valor didático, ficaria sob a tutela desde último, que possui melhores instalações e know-how em relação a conservação de livros, já que se trata de bibliófilo consumado e inveterado. De minha parte,"Dúdis", o que posso prometer é que não me apropriarei indevidamente de nenhum destes livros, que são desde já patrimônio coletivo das capivaras do Banquinho; e que de modo algum desonrarei minha própria palavra, que tem pouco crédito, admito, mas é uma das únicas partes ainda intactas de minha reputação a ser preservada. A ideia é formarmos um tipo de biblioteca onde os livros são retirados e posteriormente devolvidos para que todos os interessados possam deles valer-se, revezando-se nas leituras e estudos. Os livros tratam de vários tópicos, desde tutores introdutórios ao jogo (ideal para aqueles que não conhecem ou fingem não conhecer as regras do esporte; e para aqueles que desrespeitam-nas tacitamente), passando pelo tema das aberturas, dos finais, das combinações, das análises de partidas, das análises táticas e estratégicas; até as coletâneas de partidas de “Grandes Mestres” dos séculos XIX e XX, reproduzidas como modelos do "bom" e do "mau" xadrez. Avalio-os como de grande préstimo e utilidade para todas as categorias e faixas etárias de capivaras que chafurdam no calçadão, desde as que engatinham de fraldinha no jogo/esporte, até as que já correm maratonas enxadrísticas sérias. O livros estão escritos em sua maioria em espanhol, uma boa oportunidade para se aprender algo do idioma-irmão. A seguir segue a lista dos livros que estão à disposição dos interessados. Os livros estão numerados de um(1) a dezesseis(16), ok? There we go:
Spassky. Principal oponente de "Bobby" Fischer, o russo-soviético Boris Spassky representou com ferocidade seu país, a antiga União Soviética; mas simplesmente não foi páreo para a genialidade de Fischer.Spassky reuniu em seu estilo o que havia de melhor à época:o melhor da lógica; agressividade tática; minúcias estratégicas e grande complexidade em combinações. Reteve o título de Campeão Mundial de 1969 até perdê-lo para Fischer, sucumbindo em 1972. Boris Spassky se naturalizou francês e continua em atividade ainda hoje. 1-Ajedrez revista Anual: Coletâneas de partidas entre Grandes Mestres tais como Paulsen, Tal, Botvinnik, Zukertort, Réti,Tarrasch, Bronstein, Eliskases, Spassky,Smyslov , Rubinstein, Keres, Boleslavsky, Euwe, Fine, Capablanca, e muitos outros.
Capablanca. O cubano José Raul Capablanca Graupera foi um jogador "nato", se é que isso existe. O que nos leva a pensar nisto é sua qualitativa precocidade. Algumas de suas partidas ainda são estudadas como "exemplo de perfeição técnica". Passou oito anos de sua carreira profissional sem perder uma única partida! Evitava situações complexas, buscava soluções simples e eficazes. Foi sobrepujado pelo gênio poderoso de Alekhine. Diz-se que Capablanca muito pouco recorreu à literatura do xadrez, preferindo a análise de suas próprias partidas a fim de aperfeiçoá-las.Um dos maiores gênios do esporte, de estilo elegante, corajoso, rápido, sóbrio, simples e fulminante. 2-Tratado general de Ajedrez, Volumes de I à IV; de Roberto Grau.
Anderssen. O alemão Adolf Anderssen foi o criador, em combate com seus não -passivos adversários, é claro, das mais belas e conhecidas partidas de xadrez da história do esporte. Algumas receberam até nomes, como: " A Imortal" e "The Evergreen" ou "Sempre Viva". Seu jogo era rápido e fulminante, pois na época não se sabia muito bem como responder a seus sacrifícios de material.Era matemático, professor e criador de interessantes charadas de xadrez, algumas das quais somente ele foi capaz de desvendar. Um monstro enxadrístico de estatura monumental dotado de aptidões posicionais inigualáveis. 3-Ejercícios de Combinacion com Finales Brillantes; de Luis Palau.
Tarrasch. O alemão Siegbert Tarrasch, apelidado de "preceptor germânico", foi um filósofo e um teórico do xadrez; mas nada deixava a desejar no tabuleiro. Este alemão dogmático, pedagógico e por vezes "teimoso", amedrontava seus oponentes com sua reputação de perfeccionismo. Foi sem dúvida um dos "Grandes Mestres" da história do esporte, mas nunca chegou a campeão mundial. Era médico cirurgião, outra atividade onde seu perfeccionismo fez sucesso. 4-La Defesa Francesa; de Miguel Czerniak.
Murphy. O norte-americano Paul Morphy foi considerado o melhor jogador de sua época, meados do século XIX. Seu jogo surpreendia os adversários pela rapidez com que suas peças eram colocadas em jogo objetivamente, ou seja, na posição ideal para o ataque. Seu jogo era aberto, arriscado e temerário. Produto de sua auto-confiança inigualável.Morreu aos 47 anos, o que naquela época era considerado uma vida longa. É anterior aos campeonatos de nível mundial. Seu jogo era de um brilhantismo espetacular, e foi desses espetáculos que sobreviveu até enlouquecer, adoecer e morrer. 5-El Final; de Miguel Czerniak.
Marc Taimanov. O ucraniano-soviético Mark Taimanov foi pessoa de múltiplos talentos. Músico pianista e multi-instrumentista de alto nível, foi um grande teórico das "Aberturas" em xadrez. Seu excesso de otimismo e auto-confiança o levou a subestimar o gênio de Fischer. Quando se mostrou incapaz de vencer este oponente, passou a ser hostilizado em seu país, dedicando-se profissionalmente desde então com exclusividade à música erudita. Seu jogo era sólido, suas defesas impenetráveis, seus ataques praticamente irrefutáveis. Um perito praticamente imbatível, foi preciso que surgissem novos gênios para diminuir a estatura do seu próprio talento. 6-La Defesa Ninzoindia; de Marc Taimanov.
Bronstein. O Ucraniano-judeu-soviético, ou judeu-ucraniano-soviético, David Bronstein foi um dos mais imaginativos e criativos enxadristas da história deste esporte.Extremamente frio e agressivo, possuía uma "aura prestigiosa" de inteligência que intimidava seus adversários.Altamente inovador, confundia aqueles que jogavam baseados em leituras tradicionais.Perdia-se por tempo-esgotado tentando-se refutar por cálculos os lances intrincados e intuitivos de Bronstein. Mas fora do tabuleiro era gentil, sociável, amigável e íntegro, repito, "fora do tabuleiro".Foi um grande teórico, e escritor talentoso sobre xadrez. Não chegou à Campeão Mundial por puro azar...Teve de encarar a "muralha blindada", Mikhail Botvinnik, em 1951. 7-Análises de Bronstein; de David Bronstein.
Fischer. Atribui-se esta frase ao norte-americano de origem judaico-alemã Robert James Fischer, ou "Bobby Fischer": "-Existem jogadores duros e bons moços; eu sou um jogador duro". Mas não foi só isso. Auto-confiante ao extremo, arrogante, implicante, provocador e ambicioso, somou essas virtudes e desvirtudes e aplicou-as com afinco a sua única meta: tornar-se Campeão Mundial, o que conseguiu em 1972, retendo o título até 1975. Sua vida foi atormentada pelo seu próprio gênio indomável. Problemas com a justiça de seu país, EUA, o obrigaram ao exílio na Islândia. Maníaco, excêntrico e obsessivo, teve mais esta passagem registrada para a história: ao ser questionado por um velhaco repórter americano sobre o porquê de, sendo "tão" inteligente, não tinha até então feito uma faculdade ou curso de nível superior, Fischer saiu-se com esta:"- Existe na América, que o senhor saiba, alguma faculdade que ensine a ser campeão mundial de xadrez?" Ao que o repórter respondeu:'- Acredito que não Srº Fischer...'. E Fischer concluiu: '- Então não preciso de ensino superior algum...!!!'" 8-Bobby Fischer. Su vida y partidas ; de Pablo Moran.
Alekhine. O russo-moscovita Alexander Alekhine foi, sob alguns critérios bem específicos e consensuais, o melhor enxadrista de todos os tempos, emparelhado ou mesmo à frente do soviético Kasparov, tomadas as devidas proporções e contextos de época. Combativo, lógico, sofisticado, conhecedor profundo e aplicado da teoria enxadrística. Imaginativo, complexo e de mente impenetrável, elevou o nível do xadrez a alturas nunca antes atingidas. Sua excessiva doutrina era interpretada como "anti-dogmatismo", tamanho era seu requinte e superioridade no que chamava "arte".Foi Campeão do Mundo entre 1927-1934, e novamente de 1937 à 1946. Sua maior fraqueza era uma apreciação imoderada de vodka, o que o levou a decadência física e mental. Casou-se cinco vezes. Morreu no ano de 1946, em Portugal (Estoril), pois apreciava o calor ibérico. Seu maior ídolo foi ele mesmo, segundo ele mesmo. 9-As melhores partidas de Alexander Alekhine; por Alexander Alekhine.
Kasparov. O azerbaidjano-judeu-soviético "Garry" Weinstein Kasparov, também chamado de "o ogro de Baku", é considerado por muitos o melhor jogador de todos os tempos, título contestado por outros gigantes do esporte, como vimos. A especificidade de Kasparov é seu extremo apego ao xadrez ultra-moderno, calculista, racional e tenaz. Possui uma equipe de apoio do mais alto nível, todos muito bem remunerados, pois Kasparov foi provavelmente a pessoa que mais lucrou com o xadrez na história do esporte.Excelente em tática, estratégia, combinações, jogo complexo e jogo psicológico, foi durante algum tempo virtualmente "imbatível". Um jogador completo, bom escritor e ativista político, é considerado herdeiro intelectual de Alekhine. Venceu Karpov , até então tido como a revelação soviética da década de 70. Foi submetido a gigantescas pressões ao jogar contra um time formado pelo "resto do mundo", e ao jogar contra um supercomputador,o Deep Blue, que acabou por derrotá-lo em 1997. Mas houve posterior revanche, vencida por Kasparov. 10-Ajedrez Moderno; de Barnie F. Winkelman.
Mikhail Botvinnik. Percebi uma grande injustiça ao deixar de fora de minha "seleção", montada na verdade a partir dos livros doados pelo Srº Lélio,o Grande Mestre Russo-Soviético-Finlandês Mikhail Botvinnik. Botvinnik nasceu em Kuokkala, em 1911, na época um grão-ducado finlandês pertencente ao Império Czarista Russo. Formou-se engenheiro elétrico e foi importante pesquisador científico nesta área do saber humano. Botvinnik foi um dos melhores analistas e comentaristas de xadrez de todos os tempos em registro. Deu grande enfase a Teoria das Aberturas no Xadrez, acreditando estar aí a chave do jogo vencedor. Foi Campeão Mundial entre 1948 e 1957, quando perdeu o título para o jovem Smyslov, voltando a recuperá-lo e detê-lo até 1963, quando sucumbiu ao metódico, pragmático, precavido e hipermoderno jogador armênio-soviético Tigran Petrosian. Mas Botvinnik viveu um período de grandes glórias no esporte. Obteve a melhor pontuação geral, ou acumulou mais pontos em sua carreira, que qualquer um dos 9 "ex" ou "futuros" campeões mundiais com quem jogou, incluindo Lasker, Capablanca, DrºEuwe, Smyslov, Alekhine, Petrosian, Spassky, Tal e até mesmo Fischer. Foi também um generoso mestre da arte enxadrística, ensinando tudo o que sabia a Karpov e Kasparov, que foram alunos seus.Iniciou a análise computacional do xadrez. Era auto-crítico e incansável, vencendo todos os melhores jogadores de seu período. Fundou a escola soviética moderna de xadrez. Jogava com excelência todas as fases da partida, da "Abertura" as "finais de peões".Um gênio da análise enxadrística, aptidão que legou a Karpov, Kasparov e, indiretmente, a Magnus Carlsen, hoje pupilo de Kasparov. 11-El Gambito de Rey Aceptado; de B.L. Esnaola.
Tchigorin. O russo de São Petersburgo Mikhail Tchigorin foi um representante da escola russa "romântica" de xadrez. Uma "pilha de nervos", era um atacante amedrontador e intimidante, com grande capacidade de confundir, driblar e estontear seus adversários, condições das quais tirava grandes vantagens enxadrísticas. Foi editor de revistas de xadrez, organizador de campeonatos e fundador de associações enxadrísticas na Rússia czarista. Era alcoólatra, o que prejudicou sua carreira. Sua única derrota séria foi contra Steinitz. Nasceu em 1850 e morreu em 1908, ainda com muito prestígio. 12-La Defensa India Del Rey!; de Wilson Jorge.
Mikhail Tal. Maior jogador tático de sua época, o letão-soviético Mikhail Tal foi também o maior sacrificador de peças de que se tem notícia nos anais do esporte. Agressivo, imprevisível, aloucado e intuitivo, tinha uma reputação aterrorizante que o precedia.Extremamente cheio de recursos, revertia partidas tidas como perdidas para ele..., muita das quais estavam "de fato" e criteriosamente "perdidas"..., ganhas graças a seus movimentos cheios de confutação, complexidade e desarticulação!! Permaneceu invicto durante 86 partidas de elite consecutivas durante seu "ápice". Campeão Mundial em 1960. Fumava tanto a ponto de incomodar os adversários. Era reconhecido por seu bom humor e generosidade. O gênio mais heterodoxo em termos de tática de todos os tempos. Suas partidas são ainda das mais acessadas nos bancos de dados enxadrísticos pelo mundo afora, pois são um deleite aos aficionados.Foi finalmente derrotado em 1992, aos 55 anos, pelo tabaco. 13-El Extraordinario Ajedrez de Mikhail Tal; de Luis Palau.
Petrosian. O armênio-soviético Tigran Petrosian foi o mestre do jogo defensivo. Adorava jogar com as pretas, e era insuperável com elas. Metódico, chegou a Campeão Mundial em 1963 vencendo a "muralha" Botvinnik, sendo derrotado mais tarde por seu compatriota soviético Boris Spassky.Petrosian testou todas as teorias defensivas existentes em sua época, além de criar suas próprias. Podia-se empatar com Petrosian, mas vencê-lo era tarefa demasiado hercúlea para qualquer enxadrista que não fosse de altíssimo nível..., e mesmo para estes o preparo para enfrentar Petrosian deveria ser meticuloso.Petrosian foi, metaforicamente, a antítese enxadrística de Mikhail Tal. Seu jogo era cauteloso, defensivo, preventivo. Odiava derrotas fulminantes.Acumulava pequenas vantagens posicionais até que o adversário se via em 'maus lençóis' , só então predava sua vítima.Foi Doutor em Filosofia da Ciência, e pesquisava a lógica enxadrística. Era quase totalmente surdo, o que, segundo ele mesmo, ajudava-o a concentrar-se. 14-Tigran Petrosian. Campeon Mundial de Ajedrez; de Luis Palau
Reuben Fine. O norte-americano de origem russo-judaica Reuben Fine foi psicólogo, teórico, militar, almofadinha, medalhista olímpico e um grande mestre internacional.Foi o maior jogador de "xadrez relâmpago" que já existiu, além de ser adepto de "simultâneas" e partidas "às cegas".Escrevia de forma excelente, e trabalhou a questão da psicologia do xadrez com maestria. Morreu em 1993, uma referência muita requisitada, consultada e respeitada em se tratando de psicologia do xadrez. 15-Finales Basicos de Ajedrez; de Ruben Fine
Zukertort. O polonês Johannes Zukertort merece ser lembrado aqui por suas capacidades especiais. Grande matemático, possuía memória incrível e era, sem exagero, uma verdadeira calculadora humana. Steinitz o chamou certa vez de "-o jogador mais forte que encontrei em meu caminho enxadrístico". Um "osso duríssimo de roer", literalmente. Poliglota, professor, critico literário, critico musical de renome e editor, tinha no xadrez um apenas um "hobby", no sentido moderno. Tivesse Zukertort se dedicado a sério, provavelmente teria chegado ao "cume" do esporte. Mas era muito talentoso e versátil para se ater a apenas uma atividade. 16-Xadrez General; de Luis Palau.
Bem amigos, os livros são estes. São diversão e instrução para muito tempo. Mais uma vez agradeço ao finado Srº Lélio e à sua família que de boa vontade nos cedeu estas preciosidades de acordo com a vontade de nosso amigo! Um abraço a todos. Dúdis Tozinsky Cobain.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

REVEILLON DO BIGODÓN

A ceia do Mauricinho vai ser indigesta nessa passagem do ano, principalmente após a situação que ele ficou na partida que disputou contra Saimov na fria noite dessa sexta-feira do verão francano. Mauricinho (negras), pasmem, ainda ficou uma meia hora procurando saída para o "insaível". Fumou uns cinco cigarros, tossiu até quase colocar o pulmão pra fora, coçou o bigode...e deitou o rei.
A última partida oficial do ano entre Saimov e Mauricinho só veio confirmar uma tendência que se acentuou ainda mais em 2011, quando o velho Karamazov ficou um mês inteiro sem vencer o jovem e vigoroso Saimov.
Pode procurar a saída até o próximo reveillon Mauricinho. "Fala muito"!

By: Imprensa independente do Banquinho.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O VELHO CONTO DA TORRE GRÁTIS

Tem gente que ainda hoje cai no conto do bilhete premiado, outros se perdem no golpe do celular, no do prêmio do Faustão, no conto do vigário e mesmo no conto da carochinha. Existe inocente pra tudo nesse mundo. Mauricinho, a raposa velha do Banquinho do Xadrez, caiu no velho e manjado truque da torre grátis. Como de costume já ensaiava o Allegro ma non troppo da risadinha irritante. Contava aos quatro ventos como daria o mate em Saimov. Mas jogou olhando apenas seus próprios movimentos, ignorou as manobras do adversário. Quando tinha todas suas peças no ataque, exceto a torre que defendia o rei negro (e que de uma forma bastante efetiva também atacava), foi acometido por uma verdadeira epifania, se sentindo o Todo Poderoso Zeus do Olimpo e adjacências.
Eis que Saimov “entrega” sua torre em um gesto magnânimo. O tarado das torres não pensou duas vezes e com aquele tom debochado disse: “eu tomo”. Tomou! E tomou mesmo! Só não posso dizer onde, mas imaginem o quanto doeu. Quando tomou a torre de Saimov com sua torre da coluna do rei, Saimov simplesmente desceu com a dama. É interessante a capacidade “camaleônica” da fisionomia humana. “De repente do riso fez-se o pranto/ De repente, não mas que de repente”. As bochechas coradas desbotaram-se, o bigode em riste ficou como orelha de vira-lata abandonado e a risadinha irônica transformou-se em um “não entendi de onde veio a porrada”.
-” Fala Muito Mauricinho. Fala muito criança”.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

SAIMOV VS MAURICIM

Confesso! Minha criatividade para comentar as vitórias sobre o Mauricinho acabou. O estoque de besteiras está praticamente a zero. A única analogia que encontrei para explicar o que aconteceu na noite de hoje com o bigode mais famoso da praça , no octógono do xadrez, me veio por conta de um comentário do Rafinha sobre o programa do Chaves.
Realmente o final da partida entre Saimov e Mauricinho se assemelhavam à algo como o Anderson Silva finalizando o Chapolim Colorado. As anteninhas de viníl do Mauricinho não detectaram o perigo. FINALIZADO!
Saimov vence!

                                   
Saimov

terça-feira, 27 de setembro de 2011

O BÊBADO E O ENCAPIVARISTA

Uma paródia de música para uma paródia de partida. Pensei também em "O Bêbado e o Pseudo-Enxadrista", mas acho que o título representa bem o que aconteceu no "Banquinho do Xadrez" nessa noite de terça.
 Rafinha Bata Branca e Evaicair se enfrentaram pelo título de "Capivara Mor" e aos presentes no evento o que não faltou foi emoção. Evair, vale ressaltar, já havia estourado três bafômetros da PM e só com muito custo conseguiu colocar as pecinhas de pé para enfrentar seu adversário. Como Evair é parecido com carro a álcool e só fica bom após esquentar, Rafinha obteve significativa vantagem no início do match, porém, conforme o andar, melhor, cambalear do jogo, a coisa se inverteu drásticamente.
Lá pela metade da partida  a situação era tal que se Rafinha fechasse os olhos e movesse as peças ao acaso, ganharia; se colocássemos um chimpanzé da bunda dourada, desses que servem de cobaias em laboraório, mesmo que mexendo aleatóriamente, ele também ganharia. Todos comentaristas já davam por certa a derrota de Evair. Mas eis que veio um aviso do além prenunciando a tragédia Rafaeliana.
Mauricinho Karamazov, que já havia saído para pegar seu ônibus, tal qual uma avê de mau agouro voltou repentinamente com a desculpinha de que precisava de  0,15 centavos. Que nada! Capivara fareja capivarada de longe.
Em alguns lances a Central da Copa já apostava não mais em Rafinha, mas dava o empate como certo. Mais uma vez foram calados pela genialidade e criatividade de nossos enxadrístas. Não vale nem comentar, vejam as fotos da sequência Kasparoviana de lances feitos por Rafinha. E olha que ele chegou todo galudinho perguntando se eu havia perdido para postar no blog.

                                       Rafinha joga (se é que podemos usar esse termo) de pretas
                                Acho que podemos chamar essa jogada de "caminho para morte"
                                                ...ou alto suicídio de sí mesmo...
                                       Esse teria sido o fim se Rafinha não houvesse deitado o rei antes.

Méritos para Evair, que é brasileiro e não desiste nunca.

sábado, 27 de agosto de 2011

O MÊS DO CACHORRO DOIDO

Estava eu desfrutando do meu descanso nessa tarde de sábado quando recebi uma ligação ameaçadora. Nos termos mais revanchistas possíveis Mauricinho Karamazov me desafiava para uma nova partida. Como ainda não cansei de bater nele...As quatro horas estavámos no encardido Banquinho do Xadrez.
Antes da partida o interroguei sobre suas condições e ele me garantiu que estava ótimo. Intestino ok, sem dores nas costas, nada de incontinência urinária e nem reumatismo...Enfim, não havia desculpa.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

SAIMOV: A VOLTA OLÍMPICA

A noite dessa sexta feira foi frustrante para as tradicionais Hidrochoerus hidrochoeris (capivaras) que apareceram lá no Banquinho do Xadrez, exceto para Saimov, que deu a volta olímpica no banquinho após bater o trio de três Evaicair, Déds Khan e Mauricin Karamazov.
Invicto, Saimov ainda teve que escutar a tradicional ladainha sobre os motivos de sua vitória e pasmem, a justificativa dessa vez foi a sorte. O trio de três, querendo fazer sombra a Theodor Adorno, Herbert Marcuse e Walter Benjamin, está em vias de fundar a Escola de Frankafuck, que tem por tese central a importância da sorte no jogo de xadrez.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Mr. Warrior ressurge em grande estilo!

Olá, meus amados fãs! Eu sei que sentiram a minha falta! Mas não se preocupem, hoje volto ao blog do banquinho para contar mais algumas das minhas façanhas. E dessa vez meus canhões foram apontados contra o ilustre Sr. Pedrinho, o qual não aguentou o tranco e sucumbiu ante minha forte artilharia.
Contudo, amados fãs, essa partida caracteriza-se muito mais pelo seu final que pela vitória propriamente dita. Ocorre que o xeque que eu conseguia dar no Rei do Sr. Pedrinho não passava de um xeque perpétuo, enquanto o Sr. Pedrinho ameaçava dar um mate em meu amado Rei negro a qualquer instante. Foi quando todas as formosas capivaras do banquinho levantaram-se ouriçadas e começaram a rir como hienas e tecer conjecturas demoníacas (a começar pelo Mauricim, é claro!).

sexta-feira, 10 de junho de 2011

IMBRÓGLIOS DE SEXTA A NOITE

O frio, a neblina e a igreja da matriz emprestavam á Franca um certo ar londrino. Mesmo com o clima inóspito as capivaras saíram da toca e foram para o banquinho mais encardido da cidade.
Evaircair parecia nem tomar conhecimento do clima, o teor alcoólico no sangue inibia sua sensibilidade ao frio. Celsus Kinder Nam-Myoho-Rengue-Kyo usava toda sua concentração oriental para ignorar a intempérie. Claus Célcius deve ter comido um super macarrão hiper instantâneo do chinês e o suplemento extra de energia lhe ajudava. Rafinha Bata Branca parecia bem aquecido em seu pulôver de lã de lhama. Saimov Kasparento lembrava um lord inglês com sua rasgada capa de chuva.
Só faltava mesmo nosso Show Cover Man Dud’s Tozinsky e a gargalhada satânica do bigode mais famoso da praça.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

PARTIDA

Во второй половине дня в пятницу Saimov потерял матч Mauricinho

terça-feira, 31 de maio de 2011

Mestre as 9 anos, bate esse Capivarada?

Um garoto de 9 anos se tornou o mais jovem mestre de xadrez da história nos Estados Unidos da América, superando por apenas alguns dias o recorde anterior.

Samuel Sevian, que nasceu em Santa Clara, na Califórnia, recebeu o título em 11 de dezembro de 2010, após uma partida de xadrez disputada em San Francisco. Na ocasião, ele alcancou o rating de 2.201 pontos, o suficiente para a Federação de Xadrez dos EUA qualificá-lo como mestre nacional.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

UM JOGO DE MUITAS OPÇÕES

Mauricin e Saimov disputaram mais uma partida nessa quinta, dia 5 de Maio. Como demonstra a foto, foi um jogo de muitas opções para Mauricin, que jogou com as tradicionais peças negras. Teve muitas escolhas. Pode escolher tomar mate com P3T, P3B, D3B...
Após uma abertura digna de um babuíno da bunda dourada, o dono da risadinha mais famosa da praça viu seu centro atacado por uma verdadeira blitzkrieg. Em poucos lances perdeu torre, dama, peões, até chegar á fatídica situação.
Foi uma pena para os fãs da risadinha, saíram frustrados com apenas uma coçadinha de bigode, digna de quem mal entendeu de onde veio a porrada.


Saimov

terça-feira, 26 de abril de 2011

É difícil ser bom quando se é o melhor...

Bom dia, Senhoras!
Vejo que alguns personagens ilustres externaram suas opiniões sobre a minha pessoa.
Eu sei bem como é isso. Quando se é alguém importante como eu e detentor de uma herança genética inigualável como é a minha sempre se corre o risco de ter a luz dos holofotes constantemente direcionada para nós, os melhores.
Eu já havia conversado com o Freud dia desses, quando o homem "baxou" no Sr. Evaicair . O Freud é muito temperamental, ele chegou reclamando do bafo de cachaça (eu disse que ia conversar com o Sr. Evaicair para tentar persuadi-lo a deixar o corote e ficar apenas no Barretão).
Mas o Freud não toma jeito mesmo. Eu já falei pra ele também deixar de lado essa fixação em falos e coisas afins. Bem, fazer o quê?
Paula Nokú, eu também te avisei. Falei que foi apenas uma noite e não era pra você apaixonar. Aliás, você esqueceu o chantili que você tanto gosta.
E aí, Marcinho? Beleza, truta? É nóis na fita sempre, brô! Cliente bão esse truta! Fica sussa que o Nokia tá chegando (a bateria extra é brinde!). Pagando bem, que mal tem?
Fã menstruada, quanta consideração. Obrigado pelo carinho. Mas não fique expondo nossa intimidade assim, viu?! Você é tão sensível...adoro vc, meu punzinho de nenê!
Tio da Fiel, eu já disse que não converso com corinthianos. Pare com essa parolagem flácida de dormitar bovinos e vá assistir ao repeteco do centésimo gol do Ceni em cima do seu timeco.
Garry, eu vou te pegar, cara! Tu fica esperto que eu tô chegando!
Pulgarov, meu caro e fiel amigo. Não me arrependo do saco de Pedigree Champ que eu te comprei. Bom garoto! Ainda acabo com suas pulgas, meu caro!
Ei, George, valeu pela homenagem, mas preciso ver se tenho tempo sobrando na minha agenda para fazer o filme. Mas já adianto que aquela cena do final em que eu pego a Princesa Leia ficou genial. Vamos repeti-la mais algumas vezes.

Beijos para as fã de plantão! Não se preocupem, garotas, todas receberão autógrafos. Sugiro que vocês se organizem pelo Facebook (já que virou moda). Montem uma comitiva e eu passo o dia autografando suas antigas coleções de papel de carta!

Excelentíssimo Sr. Dr. Almirante Comandante Lord Convencido e Gostosão Rafinha Warrior


segunda-feira, 25 de abril de 2011

Eu sei quem é a B.

Depois da inocente e discreta correção gramatical feita pela jovem B. em um texto anterior de minha autoria, tenho que confessar que passei a tecer algumas considerações acerca dessa personalidade tão rebelde que acaba de aparecer por aqui.
Essa meninada de hoje já não tem mais emenda mesmo...saem falando pelos cotovelos e aos quatro ventos e não respeitam mais os ilustres doutores da lei (como eu, p. ex.). Que coisa mais feia...
Cara amiga B., sobre a palavra "embróglios", favor ler meu último comentário no post "Clã Warrior brilha novamente (como de costume)". Aproveite e se delicie com as fantásticas estórias sobre a minha tão fina e ilustre pessoa (por favor, ignore os ressentidos!).
Bem, voltando às bobagens, preciso dizer que essa garotinha "punk-grunge", de cabelos roxos e língua afiada, no maior estilo "restart", está causando uma revolução por aqui.
Mas para aqueles que acreditam em reencarnação (grupo este em que não me incluo), acho que é possível resolver o mistério. A "B." não é nada mais, nada menos, que a reencarnação da personagem principal daquele seriadinho ridículo que passava no SBT na década de 90 e que todo mundo ficava louco esperando terminar para começar o Chaves - "Punk: A levada da breca". Aliás, acabei de enxergar a única razão para o SBT passar aquela porcaria durante tanto tempo: fazer a mulecada ficar ansiosa para assistir o Chaves.
E na mesma linha da teoria da conspiração acima, posso inferir que a única razão para a B. existir é fomentar novos e ridículos comentários aqui no blog.
E por falar nisso: "B.", vc tem amigas? Eu gostaria de conhecer algumas, pode ser a A. ou a C., ou até mesmo a Z., tanto faz...Podemos fazer uma sopinha de letras, hein?!

Beijos e autógrafos do Excelentíssimo Sr. Dr. Lord Almirante Comandante Rafinha Warrior.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

A verdadeira história de "B."

A história de B. começa, na verdade, muito antes de seu nascimento.

Segundo os registros históricos recuperados nas ruínas da antiga Stalingrado, o grande Maurilius Philosophus Karamazov teria lutado na batalha de War II junto ao Exército Vermelho, que ocupava a região Leste da Europa e todo o Norte da Ásia. Seu maior inimigo: o Exército Branco. Seu objetivo: Conquistar na totalidade a América do Sul, a Europa e ter, no mínimo, 20 exércitos na Alemanha.


Enquanto a maior parte da tropa se empenhava em ocupar de vez a Europa, Maü Karamazov foi enviado para tratar dos assuntos mal resolvidos na América do Sul, onde encontrou pela primeira vez a bela Вероника Bolívar, uma espiã russa que vivia na Venezuela sob o disfarce de “V de Vingança”. 

V for Vendetta e seu sorriso fatal.











Ao descobrir que V. também pertencia ao Exército Vermelho, o Caçula Karamazov foi inevitavelmente fisgado por um dos dardos flamejantes de Eros, o Cupido.
Dessa união nasce Julia Cesar Bolívar Karamazov, que logo se tornaria o grande Imperador de Roma, dando origem a um novo jogo: War Império Romano. 


300 anos de Esparta mais tarde, viria ao mundo mais um fruto desse amor revolucionário: Elizabeth Bolívar Karamazov, nomeada rainha da Inglaterra por duas vezes, ficando então conhecida como Elizabeth I e II.
Ernesto Guevara, o único médico disponível naquele dia para realizar o parto, relatou que devido à falta de recursos em meio à guerra, a pequena B. precisou ser colocada sobre um tabuleiro de xadrez imediatamente após seu nascimento, pois não havia mais nenhum bercinho disponível. Desde então, a menina tomou gosto pela coisa, decidindo seguir os passos do papai.

A rainha branca Elizabeth I planejando um xeque-mate com seu cavalo.


Postado por: Elizabeth Karamazov
Fonte: Diário da Família Karamazov

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Clã Warrior brilha novamente (como de costume)

Bom dia, senhoras!
Antes que os ressentidos comecem a desmerecer minhas palavras, preciso, desde já, informar às fãs de plantão que tudo o que estou dizendo aqui é verdade (embora não deixe de ser tendencioso).
Bem, ocorre que nesta quarta-feira santa, mais precisamente por volta das 19:00h, no segundo conjunto de bancos bem sujos do calçadão da Droga Raia, nesta cidade e Comarca de Franca duas capivaras foram brutalmente assassinadas. Um crime ambiental sem precedentes na história do banquinho.
E não poderia ter sido diferente, posto que foram mexer justamente com o representante mor do clã Warrior. Cutucaram o galã errado! Mexeram com o heroi errado!
O saldo do incidente foi nada mais, nada menos que o já freguês KKKKKKlaudeci e o igualmente freguês Macaco Simão terminaram depenados pelas descomunais forças táticas do jovem Sr. Dr. Lord Rafinha Warrior.
Passo agora a descrever os pormenores engraçadíssimos desse velório de capivaras.
Primeiramente foi a vez do manezão KKKKKKlaudeci. Esse aí foi o pior de todos, porque ele usa artimanhas enganadoras que não conseguem enganar nem mesmo filhote de cruz credo.
O arguto KKKKKlaudeci começa o jogo dando suas tradicionais e horrorosas risadas absurdas (algo típico, mas feio pra dedel). Bem, enquanto o manezão fica rindo, eu, Lord Warrior, fico exercitando minha elevada inteligência para criar táticas mortais e destrutivas. Daí, quando o KKKKKlaudeci percebe que já caiu dentro do rio com crocodilos, piranhas, arraias venenosas e enguias elétricas mortais, ele começa a tentar fazer você acreditar que algo dará muito errado se você levar a torre dele que está lá de bobeira. Resultado: perdeu a torre e o jogo e eu ainda estou esperando pra ver o que acontece!!!! Ai, ai...inocência, lembro de quando um dia eu fui assim...
Bem, depois que eu fritei o KKKKKlaudeci, eis que chegou a vez do Macacão Simão, que chegou assim de fininho, como quem não queria nada, tentando roubar uma banana, mas logo logo levou uma chulapada nas suas orelhas de símio que lhe fez perder a fome.
Ele, macacão que é, após ser plenamente derrotado pela WIA (Warriors Intelligence Agency) e já prevendo que a imprensa marrom iria acabar com sua reputação no outro dia, ainda teve a pachorra de requerer que constasse nas espinafrações que sofreria aqui no blog que o jogo havia sido difícil. Sim, Macaco Simão, eu realizo a sua vontade! O jogo foi difícil, ok?! Está feliz agora? Foi muito difícil dar mate no seu Rei usando apenas as 2 (duas) Damas que você deixou eu fazer no fim do jogo...
Ok, galera, por hoje é só, mas tenho certeza que o feriadão promete. As capivaras estão bem produtivas ultimamente então resolvi que nas próximas edições do Informativo Warrior eu vou trazer, inclusive, algumas receitas de como fazer um belo churrasco de capivaras.
Um Beijo molhado para as fãs que pipocam aqui no blog do banquinho, em especial para a fã menstruada, a qual tenho certeza que não está de TPM hoje!
Só darei autógrafos após o feriadão e em horário previamente agendado! Não insistir!

Excelentíssimo Sr. Dr. Lord Rafinha Warrior

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O Universo Paralelo de Saimov Kasparento.

Nada mais reconfortante do que ter sua própria e inocente “chupeta”; seu próprio “bercinho”; sua “casinha na árvore...”; seu  "quartinho...”; seu “refúgio no bosque...”; seu “mundinho...”; seu “lugar no sótão para diatribes ocultas...”; ou suas “masmorras no porão...!” Esta busca por isolamento e ausência da presença “contagiosa” dos outros é parte da natureza humana. São impulsos, ímpetos que podem arrastar o indivíduo, em sua imperiosa e ilusória necessidade de retiro, à comportamentos anti-gregários, anti-sociais. Em casos extremos o comportamento fica no limite entre o extravagante e excêntrico, e o esquizóide e neuropático. As atitudes do indivíduo se apresentam à terceiros como totalmente irracionais! Distinção, inconformismo e irrealidade parecem se misturar na mente do ‘exquisitus’ Kasparento...
   Este distanciamento dos “outros”, esta recusa do mundo exterior, esta bizarra vivência de um mundo interior imaginário seria o “sinal de alerta” de uma desfiguradora distorção patológica da consciência saimoviana? Qual a real intenção do Srº Saimov Kasparento ao criar um universo virtual paralelo, moldado nas bases do Blogspot “Banquinho do Xadrez”? Que intrigas o levaram a apartar-se do rebanho original dos roedores herbívoros? Terá ele se tornado um carnívoro?  O que leva uma capivara a se tornar carnívora? Distinção? Soberba? Ambição? Paixão? Sede de poder? Apetite por status? Ou algo ainda mais pérfido e inconfessável?!  O tempo nos dirá..., ou o próprio Saimov.
   *Assista o próximo capítulo desta novela de suspense e mistério em: “comentários”.
Ass: Dud's Tozinsky Capivarovsky Sinatra, o simplão.

domingo, 17 de abril de 2011

Menos "Guerrinha", menos...

Menos Srº  Rafael Guerrinha, menos...
    A história possui, como os argutos amigos e membros do Banquinho do Xadrez  o sabem, muitas perspectivas, versões e paradigmas explicativos.
    Além do mais, a história é escrita, em geral, pelos vencedores e privilegiados, como bem ilustrará nosso exemplo.
   As classes de escol utilizam-se de sua instrução burguesa e enxuta para perpetuar-se no poder. Esta formação é obtida em escolinhas particulares onde o ensino é voltado para a formação das pérfidas classes dominantes. Os fedelhos danadinhos saem destes semi-internatos já querendo “mandar”, usando, sempre que possível, o verbo no modo imperativo, dando ordens a torto e a direito e pondo na coleira tudo o que se move! Colégios particulares são os ateneus e liceus modernos, onde se prepara as crias das elites para tomarem suas vagas no ensino superior público  gratuito de boa qualidade, enquanto a plebe se contorce para pagar sua  graduação no ensino superior particular de má qualidade! Assim é em nosso país! Assim a fidalguia local exercita sua prole para as futuras funções administrativas na estrutura burocrática do sistema político vigente.
   Para garantir esta permanência no poder, a antiga aristocracia oligárquica-fundiária não descarta as aulinhas particulares aos pimpolhos para melhorar a escrita redatorial com afamados escritores locais; nem as aulinhas de aritmética com matemáticos locais para melhorar a capacidade de calculo de lucros, muito úteis quando a molecada ocupar seus nichos no "mercado";  e nem as defectíveis aulas da língua imperial, o inglês, nos cursos de idiomas, caríssimos e virtualmente inacessíveis aos "comuns". O orgulho da família pequeno-burguesa é enviar seus petizes ao “estrangeiro”, para o "batismo civilizacional", através de intercâmbios estudantis. Já o vulgo da população só tem acesso a estes recursos em sonhos e delírios famélicos!!
   E eis então que, destes cortéx cerebrais bem nutridos com Neston, Sustagen Morango, Yakult, Parmalat, Toddy, Leite Ninho, Sucrilhos, Danone e Ovomaltine, emana orgulho de estirpe e  sentimento de superioridade, como bem se evidencia no texto postado abaixo.
   Mas tudo não passa de ilusão! Triste e miserável ilusão! Tendo acompanhado os citados jogos, o que pude perceber foram capivaradas vergonhosas de ambos os lados, em todas as partidas, tendo os vencedores ganho as partidas pelo simples fato de não terem sido os últimos infelizes a cometer a derradeira capivarada, nada mais. Nada de genial, nada de prodigioso, nada digno de registro, nada ilustre, nada "magistral"; nada, nada e nada... Eis a alienação de classe fazendo sua bizarra aparição concreta em um exemplo concreto; num interiorano banco de concreto; numa cidadezinha de pedra, asfalto, mato e concreto, perdida no interior de um obscuro continente; num pequenino e praguejado planeta localizado nos subúrbios de uma galáxia banal, comum. Nem há necessidade dizer o nome da espécie daninha, há?.
 Ass: Dud's Tozinsky Capivarovsky Sinatra.  

Embróglios de sábado à tarde

Bom dia, senhoras!
Como era de se esperar, o ilustre Rafnha Warrior mais uma vez se mostrou um show à parte para as capivaras decadentes que ousaram se aproximar do banquinho do xadrez nessa tarde pacata deste fantástico sábado francano.
O clã dos Warriors mais uma vez exibiu com total perspicácia sua superioridade absoluta nas artes enxadrísticas.
A primeira vítima foi ninguém mais ninguém menos que o Mauricim Cachorro Morto. O ilustre Seu Madruga do banquinho até tentou, mas sucumbiu ante a sagacidade do jovem Rafinha Warrior, que logo tratou de meter-lhe um xeque levando sua humilde torre que nem se quer soube dizer de onde veio o ataque mortal que lhe trouxe os aterrorizantes assombros da morte.
O ilustre Mauricim Seu Madruga deu uma olhada assim de canto de olho, meio desconfiado, meio por entender o que tinha acontecido e, após alguns segundos, seu cérebro pegou no tranco e conseguiu perceber a destruição que o furação Warrior trouxe ao território de seu rei pretinho. Engraçadíssimo!
Depois do capivara sênior, o Indômito Rafinha Warrior botou pra correr ninguém menos que o já famigerado KKKKKKKlaudeci, que, após a pancadaria que sofreu, só pensava em fugir da "baruiada" nas suas orelhas. Tranquilo, dentro do esperado!
Ok, ok...Sei que os senhoras já estão carecas de saber que o magnânimo Rafinha Warrior gosta de fazer shows gratuitos de sua impagável arte enxadrística.
Mas agora tenho que admitir que a última partida da noite foi realmente magistral, mas para ambos os jogadores.
E essa foi a vez do Sr. Maurílio Kara Mauzóvisky, o "filololósofo" do banquinho. A partida contra o ilustre "filololósofo" do banquinho foi magistral. Nenhum erro de qualquer das partes, jogo sereno, bem pensado, técnico, tático, artístico.
Segundo o próprio Sr. Maurílio "filololósofo", essa partida de sábado contra o clã Warrior foi a melhor e mais bem jogada partida já jogada em toda a história do banquinho. Assino em baixo! Diversão das melhores, com demonstrações elevadíssimas de inteligência de ambas as partes.
A partida terminou empatada, resultado que reputo mais que justo sob todos os aspectos.
Bem, voltando a falar bobagens agora, não posso deixar de ressaltar nosso caro amigo Dud's Chupinsky com sua nova e absurdamente transtornada performance quando tentou (mas só tentou mesmo!!!) cantar Jefferson Airplane ao melhor estilo do frevo nortista. Foi uma pena ele ter esquecido as famosas sombrinhas do frevo...
Brincadeira...Esse esquenta de motores do Sr. Dud's foi apenas uma tentativa frustrada de chamar o outro integrante da sua dupla de três, o Sr. Evaicair, que encontrava-se na órbita de alguma das sessenta luas de Saturno e não deu ouvidos ao Sr. Dud's Chupinsky, forçando-o a seguir carreira solo em sua missão profética de espinafrar com apenas TODOS os sucessos do rock mundial...

Rafinha Warrior

domingo, 10 de abril de 2011

NOTA DE FALECIMENTO

      Faleceu na madrugada do último 11/04, na casa 6 do BD, o augustíssimo rei de Dud's Tozinsky. O soberano da casa dos tozinskys, após debater-se desesperadamente perante a morte certa, cravou a espada em seu próprio peito. 
      Conhecido por seu temperamento explosivo e por suas bravatas, o soberano foi encurralado pelas tropas de SAIMOV KASPAROV, que após barbarizarem com o bispo tozinskyano, foram á çaca do rei. 
      Verdade seja dita, o monarca lutou galhardamente, chegando ao ato extremo apenas quando a guilhotina de Saimov já pairava sua fronte coroada.
      Saimov prometeu e cumpriu. Só deixaria o tabuleiro de batalha como cadáver ou quando a cabeça do rei de Dud's Tozinsky lhe fosse servida em uma bandeja. Servida está.


                                                                SAIMOV  OMNIA VINCIT


Eis o momento do suicídio de rei de Dud's Tozinsky. Só lhe restavam mesmo duas asternativas. Morrer por sua própria espada ou pela lâmina de Saimov.
A batalha completa pode ser vista no blog algumas postagens atrás.